No contexto da educação inclusiva, especialmente no Atendimento Educacional Especializado (AEE), torna-se evidente o impacto das desestruturações familiares no desenvolvimento infantil. Muitas crianças não chegam apenas com necessidades educacionais específicas, mas com sistemas nervosos desorganizados.
Nesses casos, o professor assume, ainda que de forma não reconhecida, a função de regulador externo: organiza rotinas, sustenta limites, oferece previsibilidade e ajuda a criança a se reorganizar emocionalmente para aprender.
Esse trabalho, porém, não pode ser romantizado nem invisibilizado. Ele exige formação, apoio institucional e reconhecimento. Quando a escola assume sozinha funções que pertencem à família, sem nomear esse deslocamento, o custo recai sobre o professor.
O AEE não é espaço de compensação afetiva, mas de organização para a aprendizagem.
Deixe um comentário