Limite não é violência: é estrutura

Limite tem sido confundido, de forma recorrente, com autoritarismo, rigidez ou violência. Essa confusão tem produzido adultos inseguros para sustentar regras e crianças sobrecarregadas emocionalmente.

Na psicanálise, o limite não é uma punição, mas uma função estruturante. Ele permite à criança diferenciar-se, organizar o desejo e construir autonomia. A ausência de limite, ao contrário, mantém a criança em estado de dependência emocional e confusão psíquica.

Do ponto de vista do desenvolvimento infantil, o limite oferece previsibilidade ao sistema nervoso. Ele organiza o ambiente e reduz a ansiedade. Crianças que vivem sem contornos claros tendem a apresentar dificuldades de autorregulação, tolerância à frustração e adaptação social.

Sustentar limites é um ato ético. Não é falta de afeto, é proteção da infância.

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