Um dos mitos mais difundidos na atualidade é a ideia de que a criança precisa da convivência constante de todos os membros da família para se desenvolver de forma saudável. Essa crença ignora um aspecto fundamental: a criança não tem recursos psíquicos nem neurobiológicos para sustentar conflitos adultos.
Quando a criança se torna o elo de união familiar, o mediador de tensões ou a justificativa para convivências forçadas, ocorre uma inversão de funções. Em vez de ser protegida pela estrutura familiar, ela passa a sustentá-la.
A neurociência demonstra que a memória emocional infantil não se forma por eventos isolados ou encontros pontuais, mas por padrões repetidos de experiência. O que fica registrado é o tom emocional do ambiente, não a fotografia bonita.
Proteger a criança, muitas vezes, significa poupá-la — e não expô-la.
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